Grupo de pais do Lauro Dornelles quer o fim da greve dos professores

Um grupo de pais procurou a reportagem do PAT para destacar a insatisfação quanto à greve que ultrapassa 40 dias. De acordo com eles, os filhos estão sendo prejudicados, já que muitos iriam realizar o ENEM.

Os pais argumentam que por falta de uma previsão, estão preocupados quanto à recuperação das aulas e a qualidade do ensino. “Sabemos que há um movimento, mas apenas a escola Lauro Dornelles está com 100% dos docentes em greve. Nossos filhos já não querem mais greve. Uma semana, duas tudo bem, mas esse tempo é um desrespeito” -comentaram.

Em contato com a direção da escola, a professora Mirza Nunes falou que lamenta pelos pais não procurarem a escola, já que mesmo sem aula está sempre aberta para recebê-los. Mirza disse que não há uma previsão de retorno até  o governo não acenar com uma proposta junto ao Comando de Greve. Ela cita que quanto a recuperação das aulas, quem organiza é o Conselho Escolar junto à comunidade. “Quando a greve terminar, vamos sentar com a comunidade escolar e debater como sera feito. Os alunos não serão prejudicados, há várias maneiras que podem ser realizadas as recuperações, até mesmo com feiras e projetos que podem ser apresentados durante o final de semana” – explica.

A professora salienta que a direção tem o maior respeito e compromisso com a qualidade de ensino e com a comunidade escolar, além de lembrar que todas as escolas estaduais do município estão com algum deficit no quadro de professores e terão que realizar essa recuperação de horas, que estão faltando no quadro escolar.

“Pensamos também nos pais que iriam gastar ou que teriam transtornos maiores em ter que trazer o filho na escola para um ou dois períodos” – fala Mirza.

A escola esta aberta para receber os pais e todos os alunos e assim sanarem suas dúvidas – conclui.

No último dia 5 de setembro em Assembléia Geral, a categoria decidiu o início imediato da paralisação. Para voltar às aulas, os professores exigem o fim do parcelamento de salários e que o governo pague os juros devidos pelos educadores ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) por causa dos 21 meses de salário parcelado. A categoria pede também a retirada de projetos de lei que tramita na Assembleia Legislativa e que é considerado prejudicial à categoria.

Na tarde de terça-feira(24), novamente o comando de greve realizou mais uma assembleia na tentativa de uma proposta.

Fonte: Portal Alegrete Tudo 

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