Em cada lixeira pública disponibilizada pelas ruas da cidade existe um cartaz dizendo: “O que inunda nossas ruas não cai do céu.” Esta mensagem não poderia fazer mais sentido como agora, já que nos últimos três dias a região vem sofrendo com uma chuva torrencial e sem trégua que está causando alagamentos em diversos pontos de São Leopoldo. Nesta terça-feira (18) quatro toneladas de lixo foram retiradas das cinco casas de bomba pertencentes a São Leopoldo: duas ficam no Centro, duas na Campina e uma na Vicentina, totalizando assim 21 bombas.
De acordo com o chefe da Defesa Civil, Diogo Arns, todo tipo de resíduo tem sido encontrado nas casas de bomba, como pneus, garrafas pets, colchão e até microondas e máquina de lavar. “Não existe um culpado principal para os alagamentos. É uma soma de vários fatores e um deles é o lixo. Talvez os estragos fossem menores se não tivesse tanto lixo. Paralelo a isso, choveu em excesso nos últimos dias”, ressaltou.
Rio dos Sinos - Ainda existem pontos de alagamentos pela cidade, mas nenhuma família precisou ser retirada. A preocupação maior neste momento fica por conta do Rio dos Sinos. Segundo Arns,o Sinos vem subindo 3 centímetros a cada uma hora o que é considerado preocupante. Conforme a última medição feita às 13h30, o nível estava em 4,1 metros já alagando a Rua da Praia, que costeia parte do rio. “Ontem havia a esperança de que a chuva nesta quarta-feira não fosse tão forte. Na terça o rio estava subindo apenas 0,5 centímetros por hora. Houve um aumento significativo nas últimas 24 horas. Temos ainda meio metro para que ele suba sem causar maiores transtornos”, explicou o chefe da Defesa Civil que destacou também que caso o nível ultrapasse os 5 metros as Ruas das Camélias e Alberto Ramos, na São Geraldo/Feitoria serão atingidas. “Não deverá ser nada grave, mas elas poderão ser invadidas pelas águas. De qualquer forma, estamos monitorando constantemente e se for preciso vamos acionar o alerta de resgate, transporte, segurança, centro logístico e abrigo.”
Nas últimas 24 horas choveu 30 milímetros, mas nas últimas 72 horas foi registrado um acúmulo de 170 milímetros, acima da média histórica para o mês de outubro que é de 167 milímetros. Ou seja, em três dias choveu o que normalmente chove durante todo o mês. A previsão, porém, é de que nesta quinta-feira a chuva pare.
Isabella Belli
DECOM - Departamento de Comunicação
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| Foto: Nilson Winter |
Nas últimas 24 horas choveu 30 milímetros, mas nas últimas 72 horas foi registrado um acúmulo de 170 milímetros, acima da média histórica para o mês de outubro que é de 167 milímetros. Ou seja, em três dias choveu o que normalmente chove durante todo o mês. A previsão, porém, é de que nesta quinta-feira a chuva pare.
Isabella Belli
DECOM - Departamento de Comunicação
