Acidente na 290: proprietário da Nogueira critica a excessiva demora na recuperação da Ponte

Alegrete - Logo após o acidente que deixou mais de 30 feridos na BR 290, KM 581 em Alegrete, a reportagem falou com um dos sócios da empresa Nogueira. João Antônio Nogueira falou indignado sobre o ocorrido. De acordo com o diretor, esta é uma situação que já havia sido anunciada desde que começou essa função da ponte Borges de Medeiros. João disse que não entende o porquê de tanta burocracia se hoje é visível a permanência de guindaste que supera o peso das 10 toneladas determinadas pelo MP e engenheiros.

” Com quatro funcionários carregando material com carrinho de mão, vamos ficar esperando por mais de ano o término desta reforma” – comenta

Foto: Divulgação Alegrete Tudo
Questionando também os dias trabalhados e as folgas, João Antônio acredita que o poder Executivo não vai ficar calado diante do ocorrido e que deve tomar alguma posição quanto a agilidade do processo, para liberar a Borges de Medeiros e evitar que outro acidente aconteça, o que pode ter um resultado trágico. Muito mais do que perdas materiais e pessoas feridas sem gravidade.

Uma outra questão é quanto aos acessos secundários para entrada na rodovia. Conforme João, isto torna ainda mais perigoso o tráfego na BR. “Meu motorista ao ver que o outro havia entrado mal, reduziu e fez o possível, mesmo assim a colisão foi inevitável”. Ele comenta ainda que a PRF estava na rodovia, próximo ao local. “Imagina este acidente em um dia em que a ponte estivesse trancada e com um fluxo de veículos intenso como muitas vezes acontece. Isso poderia ter acabado de forma terrível”- conclui.

No momento do acidente os dois veículos estavam com números consideráveis de passageiros. Somente no coletivo da Nogueira cerca de 40, conforme relato.A empresa rapidamente colocou um outro carro para que as pessoas pudessem seguir até o destino final que era Zona Leste e chegar em casa com segurança.


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