Alegrete - Basta o rio Ibirapuitã sair do leito e o tormento de moradores que moram próximo ao rio, inicia num calvário que persiste há muitos anos.

Angústia, dor e sofrimento, é o que essas pessoas sentem a cada enchente ocorrida em Alegrete.
Muitos cresceram saindo e voltando para suas casas, que a cada suba do Ibirapuitã invade residências.
Não só bem materiais, mas uma enchente leva a auto-estima e a esperança de prosperar de muitos cidadãos.

O Portal Alegrete Tudo visitou áreas inundadas nesta última enchente, quando o rio atingiu os oito metros acima do nível. Desta vez a situação foi mais amena. Apenas seis famílias tiveram que sair de suas casas.

Com ajuda da Defesa Civil, no final de semana passado, barracas improvisadas e casas volantes serviram de abrigo para os flagelados de mais uma cheia do Ibirapuitã.

Não bastasse a umidade, o frio judiou os desabrigados. No final da rua Venâncio Aires aproximadamente oito pessoas de três famílias foram para rua em casas volantes. Na última terça-feira (26), conviviam com o saldo de mais uma enchente.

Um trabalhador de 54 anos diz que já está calejado. “Daqui eu não saio, meu trabalho é nesta região, vou arrumar minha volante para aguentar a próxima cheia do rio”, diz o homem que comercializa produtos para limpeza residencial.
Sua afirmação é o resumo da quase totalidade dos moradores da zona ribeirinha. Ninguém quer sair de sua propriedade, embora a situação de calamidade aconteça no mínimo duas vezes por ano.
Com 63 anos, aposentado por invalidez, um senhor retrata bem o drama de um morador das zonas ribeirinhas de Alegrete. “Eu nasci e me criei com a enchente, só aparecem aqui e prometem que vão retirar a gente daqui e até hoje nada”, desabafa o morador com os olhos marejados de lágrimas.
Atualmente diz que não saí da sua casa para ir para outro local. Só arreda o pé dali, quando a água bate no portão.

No bairro Vila Nova, no final da rua Sofia de Brum outro antigo morador com 77 anos, diz que convive com o drama das cheias há 43 anos. “Não vou sair daqui, posso acampar na esquina mas desse lugar não me afasto”, atesta o senhor com semblante sério.

Mais três famílias estão alojadas em barracas, cerca de 11 pessoas se abrigam do frio e do vento gelado que aumenta a medida que a tarde cai.
Enquanto um projeto de moradia não contemple e atenda os anseios destes moradores, eles vão ser sempre os primeiros flagelados das cheias do Rio Ibirapuitã em Alegrete.
Angústia, dor e sofrimento, é o que essas pessoas sentem a cada enchente ocorrida em Alegrete.
Muitos cresceram saindo e voltando para suas casas, que a cada suba do Ibirapuitã invade residências.
Não só bem materiais, mas uma enchente leva a auto-estima e a esperança de prosperar de muitos cidadãos.
O Portal Alegrete Tudo visitou áreas inundadas nesta última enchente, quando o rio atingiu os oito metros acima do nível. Desta vez a situação foi mais amena. Apenas seis famílias tiveram que sair de suas casas.
Com ajuda da Defesa Civil, no final de semana passado, barracas improvisadas e casas volantes serviram de abrigo para os flagelados de mais uma cheia do Ibirapuitã.
Não bastasse a umidade, o frio judiou os desabrigados. No final da rua Venâncio Aires aproximadamente oito pessoas de três famílias foram para rua em casas volantes. Na última terça-feira (26), conviviam com o saldo de mais uma enchente.
Um trabalhador de 54 anos diz que já está calejado. “Daqui eu não saio, meu trabalho é nesta região, vou arrumar minha volante para aguentar a próxima cheia do rio”, diz o homem que comercializa produtos para limpeza residencial.
Sua afirmação é o resumo da quase totalidade dos moradores da zona ribeirinha. Ninguém quer sair de sua propriedade, embora a situação de calamidade aconteça no mínimo duas vezes por ano.
Com 63 anos, aposentado por invalidez, um senhor retrata bem o drama de um morador das zonas ribeirinhas de Alegrete. “Eu nasci e me criei com a enchente, só aparecem aqui e prometem que vão retirar a gente daqui e até hoje nada”, desabafa o morador com os olhos marejados de lágrimas.
Atualmente diz que não saí da sua casa para ir para outro local. Só arreda o pé dali, quando a água bate no portão.
No bairro Vila Nova, no final da rua Sofia de Brum outro antigo morador com 77 anos, diz que convive com o drama das cheias há 43 anos. “Não vou sair daqui, posso acampar na esquina mas desse lugar não me afasto”, atesta o senhor com semblante sério.
Mais três famílias estão alojadas em barracas, cerca de 11 pessoas se abrigam do frio e do vento gelado que aumenta a medida que a tarde cai.
Enquanto um projeto de moradia não contemple e atenda os anseios destes moradores, eles vão ser sempre os primeiros flagelados das cheias do Rio Ibirapuitã em Alegrete.
Fotos: Divulgação Alegrete Tudo
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